Aventura: pra onde ela pode te levar e como pode transformar a sua vida.

Aventura: pra onde ela pode te levar – e como pode transformar a sua vida

Um aventureiro pode ser aquele que decide começar um negócio, que decide se lançar sozinho como profissional autônomo, que mudou para outro país sem nunca ter estado lá, aquele que depois de 20 anos de carreira decide mudar de profissão, ou aquele que se apropria do desafio de liderar novos projetos dentro de uma organização (intra-empreender). Um aventureiro é aquele que escolhe percorrer caminhos sem nenhuma garantia, a não ser a de seguir seu coração.

Um aventureiro não é algo que você se torna, é algo que você nasce assim. E todos nós nascemos assim. Se você não sente isso agora, talvez esse seja o momento perfeito para se permitir reconectar com esse aspecto tão necessário à realização humana.

Para mim a aventura começou quando eu nasci. E eu posso apostar que pra você também. O que acontece é que com tantas regras e perigos, e “dever” e “ter que” e “seja assim” e “seja assado”, as pessoas vão abandonando a aventura pouco a pouco, até não restar nada mais do que apenas certezas frustrantes.

Nós todos nascemos exploradores. Você, eu e todo mundo. É da natureza humana imaginar o que há do outro lado da montanha. Foi assim que os continentes foram “descobertos”. Pessoas que se perguntavam “o que há do outro lado do mar?”. E eu aposto que você em algum (ou alguns) momentos da sua vida, se pergunta “o que há do outro lado?”, desse lado que você sempre foi acostumado. Pode ser que você já tenha saído para explorar a pequenos passos. Pode ser que você ainda nem tenha permitido se questionar.

O que há para se descobrir em uma aventura

Em uma aventura descobre-se muita coisa “lá fora”, nesse lugar ainda a ser explorado, mas as maiores descobertas acontecem dentro de si mesmo. Nessas circunstâncias, temos a oportunidade de observar como reagiríamos em situações nas quais nunca estivemos antes, quais são nossos padrões de comportamento e como isso se reflete nos diversos campos da vida. Somos levados a conhecer outros lados de nós mesmos, que sem o estímulo apropriado, continuariam escondidos.

Quando você sai para uma aventura, o que menos importa é a hora que ela termina. Aqueles que tem a aventura vibrando na sua alma anseiam pelo desconhecido, por percorrer essa estrada ainda não caminhada, por esbarrar com desafios, só para ver como seu olhar positivo sobre a vida vai dar um jeito de traspassar mais aquela barreira. A aventura é sobre o caminho. Quando se cruza a “chegada”, já é hora de entrar na próxima.

Uma pessoa pessimista dificilmente será um aventureiro. Se tudo vai dar errado, então porque eu sairia da minha zona de conforto? Enquanto o otimista tem tanta fé que irá conseguir lidar com todos os percalços, que não tem razões para ficar.

E o que existe na aventura? “Erros”, muitos “erros”. É quase um golpe de sorte querer aventurar-se em ambientes que nunca esteve e esperar saber como fazer tudo de primeira. O maior aprendizado e a recompensa da aventura é a experiência.

Uma aventura é algo que você decide fazer mesmo que não houvesse o “prêmio” final envolvido. Seja lá o que ele represente pra você.

Aventura nos negócios

Acredito que o papel dos líderes, seja eles pais ou CEOs, é não permitir que as pessoas parem de imaginar e se perguntar “o que há do outro lado para explorar?”

É movido por esse questionamento que empresas e marcas, que admiramos pela sua inovação e pensamento diferente, se movimentam. É pela aventura de chegar a cumes ainda pouco explorados.

Quando aplicamos essa forma aventureira de viver nos negócios, não quer dizer que vamos falhar mais ou correr mais “riscos”, quer dizer que vamos agir e pensar mais em direção ao novo, ao que não conhecemos ainda, expandindo os horizontes do que fazemos, aprendendo a lidar com posições de vulnerabilidade e entendendo onde é que se encontram as suas forças nesses momentos.

A coisa mais incrível da aventura é que você nunca sabe como ela vai terminar, ou quais caminhos vai tomar. Você pode ter um leve esboço na sua mente do que espera, mas é muito provável que será bem diferente. Tem muita coisa lá fora que você não conhece, e essa é a beleza da aventura. Ela te leva pouco a pouco a esse mundo deslumbrante que há para ser descoberto.

Sobre o processo, não o resultado

E sabe, a verdade é que nada muda no mundo quando você decide viver pela ótica da aventura. Quem muda é você: como você passa a tomar suas decisões e a lidar com os desafios no caminho.

Quando se vive direcionado pela aventura você é guiado principalmente pelo o que te traz alegria. Tudo fica mais divertido, excitante e você tem grandes chances de sentir-se mais realizado ao longo do processo. Não necessariamente pelos resultados, mas porque você está andando no caminho que faz sentindo pra você.

Aventura significa risco?

Quando se fala em aventura o que costuma vir na mente das pessoas são atividades radicais, mas isso não tem nada a ver com aventura. Aventura vem do latim “ad venture”, e significa literalmente ‘o que vem pela frente‘. Participar de uma aventura significa estar preparado para o que vier.

Na aventura, diferente das atividades radicais, é realizado o controle dos riscos existentes, enquanto na atividade radical os riscos não são controláveis. Aventura está mais relacionada com o ato de explorar. E quando exploramos quer dizer que estamos abertos a conhecer. Para mim o maior risco está em não se aventurar e viver preso à tudo que sabemos.

Aventura e o medo

Medo, insegurança, dúvidas… tudo isso ainda continua a existir no mundo da aventura. A diferença é que o medo passa a ser indicador do caminho. E com a nossa mente orientada para a aventura, as dúvidas mudam de função, ao invés de nos parar, elas passam a potencializar o desejo de exploração.

A importância da preparação

A aventura não precisa ser confundida com um tolo que se joga em alto mar, com o pensamento otimista de que vai conseguir nadar 10 mil quilômetros de volta a terra, sendo que ele nunca nadou uma piscina. Isso é estupidez.

Nat

Também há preparação na aventura. E mais do que os equipamentos, recursos, ou dinheiro. A maior preparação para uma aventura é o conhecimento, a forma de pensar e resolver problemas, capacidade de antecipar problemas e a gestão emocional.

Conhecimento

Buscar referências e buscar informações de pessoas que já estiveram por lá, ou que se colocaram em “expedições” semelhantes. Pesquisar e ter uma ideia geral de como aquele “ambiente” acontece e as peculiaridades deles.

Forma de pensar e resolver problemas

Exercitar e praticar solucionar problemas (criatividade) desde palavra cruzadas até como cozinhar sem fogo, são formas de orientar o seu cérebro a criar conexões improváveis que tragam resultados que te favorecem. São os pequenos desafios auto-impostos diariamente que nos treinam pouco a pouco para olhar questões por outro angulo.

Capacidade de antecipar problemas

A capacidade de antecipar problemas é exercitar uma visão de médio/longo prazo e entender as coisas como causa e consequência. É sobre balancear os riscos, porque a medida que você fica consciente de uma consequência, você pode gerar uma saída para ela e logo isso deixa de ser um risco.

Gestão emocional

E a gestão emocional é fundamental porque não importa o quão preparado você esteja, sempre vão aparecer problemas e desafios inesperados. Algo que você pensava nunca dar “errado” ou algum “super plano” furar. E nessas situações o primeiro passo é encontrar a âncora em si mesmo, uma mente tranquila para analisar o contexto, e usá-la para gerar soluções e decidir qual será o próximo passo dado.

Como começar uma aventura

Toda grande aventura começa com o primeiro passo. E o primeiro passo é só decidir começar. Depois que esse for dado, é hora de descobrir qual é o segundo passo, explorando.

Me conta, qual é a sua aventura do momento?


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